Narrando um fato em sua Petição

Compartilhar no twitter
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp

Quando nos deparamos com a necessidade de narrar um fato em uma petição, muitas vezes sentimos dificuldade de transmitir exatamente aquilo que desejamos passar. 

Nossos textos muitas vezes nos prendem a um linguajar excessivamente técnico, deixando o texto truncado. Ou então partimos para a informalidade, o que pode causar falta de atenção pela suposta ausência de “seriedade” na abordagem do assunto.  

Um fato é um acontecimento da vida quotidiana que pode ou não gerar consequências jurídicas relevantes em nosso processo. Por isso, há necessidade de clareza e pragmatismo na hora de passar a informação nos autos, a fim de que as consequências que esperamos possam de fato surtir o efeito desejado.  

Não se perca em minúcias, nem atropele as frases e palavras. Primeiro entenda bem o fato e procure extrair dele o melhor proveito possível para o caso em andamento.  

Depois organize essas ideias em sua cabeça – se necessário, faça uso de um bloco de anotações, e procure traçar sua narrativa em ordem lógica e, se possível, cronológica, construindo seu texto ao redor dessas notas.  

Depois, leia e releia o que escreveu. Não basta ter a consciência de que tudo o que precisava ser dito está ali; leia com os olhos do Juiz, que não conhece o assunto e precisa ser convencido de que aquilo que se está narrando favorece a sua tese. Se for preciso altere a ordem das frases ou o tempo verbal, tornando a leitura e o entendimento do assunto mais fácil.  

Por fim, em sendo possível, aproveite para fazer a referência legal necessária e um link com os pedidos da inicial, reforçando sua estratégia rumo à uma decisão favorável a seu cliente.  

Por Ricardo Manso